Resumo rápido: As redes sociais influenciam as compras no mercado infantil porque transformam o Instagram, o TikTok e o YouTube em grandes vitrines do dia a dia. Enquanto as crianças encontram brinquedos, personagens e roupinhas que despertam o interesse, os pais aproveitam o feed para ver produtos em uso, conferir opiniões e tirar dúvidas antes de comprar. Acompanhar essa rotina ajuda as marcas a entenderem o que as famílias realmente buscam, um tema que estará no centro das conversas na FIT Pueri Expo, o maior evento B2B do setor infantil.
Índice
- A descoberta começa direto nas telas
- O feed dos adultos também entra nessa decisão
- Onde o digital entra na jornada de compra infantil
- O produto precisa fazer sentido fora da prateleira
- Influência também pede responsabilidade
- O que aparece no feed também movimenta o mercado
- Perguntas frequentes
A descoberta começa direto nas telas
A cena é bem comum: um brinquedo aparece em um vídeo rápido, um personagem estampado chama a atenção ou o quarto de um criador de conteúdo desperta o interesse dos pais. Em poucos segundos, aquele produto entra no radar e pode acabar virando assunto dentro de casa.
Esse contato frequente com o digital acompanha uma mudança importante no comportamento das crianças brasileiras. Dados divulgados pelo Cetic.br mostram como o acesso à internet avançou nos últimos anos:
- 0 a 2 anos: subiu de 9%, em 2015, para 44%, em 2024.
- 3 a 5 anos: passou de 26% para 71% no mesmo período.
- 6 a 8 anos: avançou de 41% para 82%.
Com tanta presença digital, os pequenos também participam das escolhas da família. Segundo um estudo da Hibou, realizado em maio de 2025 com mais de 1.400 brasileiros, 86% das pessoas que convivem com crianças de até 14 anos percebem a influência delas nas decisões de consumo da casa.
Essa participação aparece de um jeito bastante cotidiano. Elas reconhecem o brinquedo que viram em um vídeo, pedem a mochila do personagem preferido ou se interessam por uma roupa que chamou atenção na tela. O adulto continua responsável por avaliar e decidir a compra, mas o primeiro contato com aquele produto pode ter acontecido bem antes.
É nesse movimento que o lojista precisa ficar de olho para perceber o que desperta interesse e encontrar novas formas de chegar ao seu cliente.
O feed dos adultos também entra nessa decisão
Enquanto as crianças encontram referências e manifestam preferências, pais e responsáveis percorrem o ambiente digital com outros critérios, geralmente mais atentos a avaliações, durabilidade e segurança.
Por isso, um perfil que pretende alcançar esse público precisa ir além de uma sequência de fotos bonitas. Vale pensar no que o adulto gostaria de saber antes de colocar aquele produto no carrinho e transformar essas respostas em conteúdo. Um vídeo pode mostrar como um carrinho fecha e cabe no porta malas. Uma publicação permite observar melhor o caimento de uma roupa. Já um quarto montado ajuda a visualizar as dimensões de um móvel e as possibilidades de organização.
Avaliações e comentários de outros consumidores também entram nessa conta, trazendo experiências que a descrição do produto nem sempre consegue mostrar. E cada categoria tem suas próprias dúvidas. Pode ser o tamanho de um móvel, o funcionamento de um carrinho, o caimento de uma roupa ou algum recurso ligado a segurança. Mostrar esses detalhes em uso e dentro de situações reais vai antecipar as perguntas que o cliente faria se estivesse diante do produto.
E a conversa pode continuar mesmo depois da compra. Quando uma marca incentiva uma família a compartilhar sua experiência, aquela opinião volta para o digital e pode ajudar outros pais na escolha. No fim, a experiência de um cliente pode ser justamente a informação que faltava para outro decidir.
Onde o digital entra na jornada de compra infantil
Da descoberta ao pós compra, cada etapa tem suas particularidades. A tabela abaixo ajuda a visualizar como o digital participa desse caminho e o que pode pesar na decisão das famílias.
| Momento da compra | Como o digital participa | O que pode pesar na decisão |
| Descoberta | Produtos, marcas e tendências aparecem em redes sociais, vídeos e conteúdos digitais | Identificação, novidade, personagens, estética e interesse pelo produto |
| Pesquisa | Pais e responsáveis procuram mais informações depois do primeiro contato | Avaliações, materiais, medidas, segurança, funcionalidades e preço |
| Comparação | Diferentes produtos e marcas podem ser avaliados antes da escolha | Benefícios, qualidade, durabilidade, facilidade de uso e custo |
| Decisão | As preferências da criança se encontram com os critérios considerados pelos adultos | Desejo, necessidade, confiança na marca, adequação à rotina e orçamento |
| Pós compra | Experiências e opiniões voltam ao ambiente digital | Avaliações, recomendações, fotos, vídeos e relatos de uso |
Esse percurso explica por que uma presença digital bem construída pode acompanhar diferentes momentos da relação entre a família e o produto. A atenção conquistada desde o primeiro contato precisa encontrar informações suficientes para que o interesse consiga avançar.
O produto precisa fazer sentido fora da prateleira
Ver um produto na prateleira é uma coisa; vê-lo em ação na rotina de uma família é outra completamente diferente. Nas redes sociais, criadores de conteúdo e influenciadores conseguem tirar roupas, brinquedos, móveis e carrinhos da caixa e colocá-los dentro da vida real.
O brinquedo surge no meio de uma tarde no parque, o berço aparece de fundo enquanto os pais mostram a rotina do bebê, um acessório ganha vida durante um passeio no fim de semana. Esse tipo de contexto torna muito mais fácil para o consumidor se projetar naquela cena e imaginar aquele item na própria casa.
Além de despertar o desejo, essa experiência visual resolve dúvidas práticas antes mesmo da compra: Será que ocupa muito espaço? É simples de usar? Como fica o caimento no corpo? Aguenta a rotina? Ao mostrar as respostas de forma natural na tela, a decisão fica mais simples e segura.
É aí que o conteúdo feito por influenciadores, figuras públicas e pelas próprias marcas tem a sua importância. Uma boa demonstração aproxima aquilo que a marca promete na embalagem da experiência que a família realmente vai encontrar no dia a dia.
Influência também pede responsabilidade
Com as crianças cada vez mais presentes nas redes, a forma de construir o conteúdo exige cuidado. A Resolução nº 163 do Conanda considera abusiva a publicidade direcionada diretamente às crianças com a intenção de persuadi-las ao consumo, e essa regra vale para qualquer plataforma digital.
A influência infantil nas escolhas da família existe, mas a comunicação precisa ter outro foco. Vale acompanhar o que desperta a curiosidade dos pequenos e manter a conversa e os argumentos de venda voltados aos pais.
Essa postura ganha ainda mais peso em artigos como carrinhos, berços, brinquedos educativos e roupas. Nessas categorias, critérios como segurança, qualidade, materiais atóxicos e ergonomia pesam muito mais do que o impulso do momento. Apresentar com transparência como o produto funciona e o que ele entrega dá aos adultos todos os elementos necessários para decidirem com confiança.
O que aparece no feed também movimenta o mercado
Redes sociais ajudam a perceber produtos que chamam atenção, comportamentos que começam a ganhar espaço e dúvidas que acompanham as famílias durante uma compra. Esses sinais também podem orientar decisões sobre desenvolvimento de produtos, comunicação, escolha de produtos e posicionamento.
Só que entender o que acontece nas telas é apenas parte desse acompanhamento. Conhecer lançamentos, conversar com diferentes empresas e observar de perto as soluções que a indústria está desenvolvendo amplia essa leitura e ajuda a enxergar para onde o mercado infantil está caminhando.
É nesse encontro que entra a FIT Pueri Expo. De 6 a 8 de abril de 2027, no Distrito Anhembi, em São Paulo, a feira reúne fabricantes, distribuidores, varejistas, compradores e profissionais ligados a diferentes segmentos do universo infantil, criando espaço para conhecer produtos, acompanhar movimentos do setor e gerar novas conexões de negócio.
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Perguntas frequentes
Como as redes sociais influenciam as compras para bebês e crianças?
As redes sociais colocam famílias em contato com produtos, marcas e tendências durante diferentes momentos da compra. Crianças podem descobrir itens e manifestar preferências, enquanto pais e responsáveis encontram demonstrações, avaliações e informações que ajudam a pesquisar, comparar e decidir.
As crianças influenciam as decisões de compra da família?
Sim. Uma pesquisa da Hibou realizada em 2025 apontou que 86% das pessoas que convivem com crianças de até 14 anos percebem a influência delas nas decisões de consumo da casa. Essa participação pode aparecer na preferência por brinquedos, personagens, roupas e outros produtos conhecidos também no ambiente digital.
Como pais e responsáveis usam as redes sociais antes de comprar produtos infantis?
As redes podem ajudar a conhecer marcas, visualizar produtos em uso, consultar avaliações e entender características como tamanho, material, segurança, funcionalidade e durabilidade. Essas informações complementam a pesquisa feita em lojas e e-commerces.
Quais conteúdos podem ajudar na decisão de compra de produtos infantis?
Demonstrações de uso, informações sobre materiais e medidas, avaliações, comparações e conteúdos que respondem a dúvidas frequentes ajudam a explicar melhor o produto. O tipo de informação mais útil varia conforme a categoria, como brinquedos, moda, móveis ou puericultura.
Como o mercado infantil pode acompanhar as mudanças no comportamento das famílias?
Além de observar tendências e comportamentos no ambiente digital, empresas podem acompanhar lançamentos, conhecer novas soluções e trocar experiências com outros profissionais do setor. A FIT Pueri Expo, que acontece de 6 a 8 de abril de 2027, no Distrito Anhembi, em São Paulo, reúne diferentes segmentos do mercado infantil e cria um ambiente voltado a essas conexões.